terça-feira, 5 de março de 2019

Missões - Episódio 97: Paz

Em 8 de setembro de 2013...


Scott colhe cenouras em seu jardim em frente à casa de uma fazenda abandonada em Missions, na qual mora sua namorada Marilyn junto com ele. Marilyn começa a ajudá-lo na colheita. - Você teve uma longa noite caçando animais, não é? - pergunta Marilyn. - Sim, esse local tem poucos animais, o que é bem irônico, já que estamos em uma fazenda! - diz Scott. - Um porco, uma galinha e um coelho! É tudo isso que você conseguiu pegar? - pergunta Marilyn mais uma vez. - Sim, por isso temos que ser obrigados a comer mais verduras! Sinto saudade de quando eu poderia escolher o que comer antes da guerra, mas agora eu só posso caçar e mais nada! - diz Scott sorrindo. - Sim, essa é a nossa realidade aqui, mas pelo menos depois que a guerra começou eu te conheci! - diz Marilyn. Os dois se beijam. - É a única coisa boa que aconteceu depois que começou tudo isso! - diz Scott. - É um alívio e uma felicidade grande nós termos chegado aqui depois de tudo que passamos pra ter um lugar seguro! Eu perdi minha família, amigos, minha vida de escritora, mas chegamos aqui, sem ninguém pra tirar a nossa paz e estando juntos! - diz Marilyn. - Espero nunca mais sair daqui e continuar uma vida na tranquilidade! - diz Scott. - E não vamos! O nosso destino é esse, amor! Anos de dificuldade e conseguimos chegar a esse ponto! Eu pensei em uma coisa que podemos fazer! Eu vou te falar sobre isso com mais calma lá dentro! - afirma Marilyn segurando as mãos dele. - Aposto que é uma boa ideia, mas vou ver se é isso mesmo! - diz Scott rindo. Os dois sentam em um sofá da casa da fazenda. - Pode falar sobre o que quer fazer! - diz Scott. - Sabe, nós estamos aqui faz uns oito meses, até chegarmos nesse lugar nada foi fácil! Chegar aqui foi um alívio a até agora não tivemos um único problema nessa fazenda! Pra comemorar a nossa chegada e a paz que não conseguimos ter depois do início da guerra, imaginei termos um filho! - diz Marilyn. Scott sorri. - Bom, sinceramente, passamos por milhares de coisas juntos, eu não acho outra ideia melhor pra comemorarmos! - diz Scott. Marilyn fica animada e o abraça. - Você aceita isso? Eu estou muito animada, olhe, estou muito animada mesmo! Há muito tempo eu queria ter um filho e eu nunca tive a oportunidade de ter depois do caos que aconteceu! Estou muito feliz que você aceitou! - diz Marilyn. - Por que eu não aceitaria? Estamos juntos há tanto tempo e estamos há meses aqui! Eu já cheguei a pensar em ter um filho, mas sempre tive medo por causa do caos! Mas agora eu não preciso ter, eu tenho você, essa fazenda, essa casa e estamos vivendo na simplicidade! Eu aceito termos um filho sem pensar duas vezes, não há mais preocupação! - diz Scott. - Acho que já pode me considerar uma esposa e eu considerá-lo um marido! - diz ela. - Você tem razão, já era pra isso acontecer há muito tempo! - diz Scott sorrindo e acariciando-a em seu cabelo. - Eu concordo, mas isso não é nenhuma novidade! - diz Marilyn. - Isso é verdade! - diz Scott. Depois disso, os dois terminam de colher os legumes nas plantações. Os dois vão para o quarto da casa e dormem. Horas depois, eles escutam barulhos de animais fazendo escândalo e acordam. - O que é isso? - pergunta Marylin. - Não faço a menor ideia! - diz Scott. Os dois vão para a sala, Scott abre a janela e eles vêem que não são seus próprios bichos que estão fazendo o barulho. - Deve ser ser só alguns animais brigando mesmo, acho que não precisa se preocupar! - afirma Marylin. - Mas isso nunca aconteceu antes aqui! Nunca ouvimos barulhos de animais nesse local, só agora que teve isso! - diz Scott. - Os gritos estão ficando mais alto, parece que tem centenas de animais em uma guerra, isso está muito esquisito! - diz Marylin apavorada. - É melhor ficarmos quietos, isso não me parece ser normal! - afirma Scott.


Os dois se abaixam um pouco para tentarem vigiar às escondidas o ocorrido. Os barulhos continuam e eles ainda continuam não vendo um animal sequer, apesar do forte barulho. Os porcos e galinhas que estão na cerca deles ficam assustados e começam a gritar também. Após pouco tempo de vigia, dois touros aparecem correndo em direção à casa e eles logo se abaixam. Eles escutam a briga dos touros e um deles acaba batendo perto da porta da casa por um empurramento. Scott e Marylin ficam muito assustados e se abraçam. Os touros continuam brigando por alguns minutos, até que um deles corre do local e o outro também, fazendo a briga ficar longe da casa. Alguns animais, não só os de Scott, continuam fazendo escândalo. Logo depois os animais ficam calmos e param de se escandalizar. Scott logo olha para a janela pra ver se há algum animal perigoso no local. Minutos após a checagem começar, eles saem do lado da janela, sentam no sofá e ficam aliviados. - Eu não acredito que isso aconteceu! - diz Marylin. - Há tempos não levamos um susto assim, esse foi violento! Graças a Deus sobrevivemos, eu já estava imaginando algumas coisas! - diz Scott. - Que coisas? - pergunta ela. - Deixa pra lá, isso não importa agora, o fato é que estamos salvos e devemos ficar preparados pra situações desse tipo! Vamos deitar um pouco, ler um livro e se recuperar disso! - diz Scott. - Você tem razão, vamos! Depois disso nós precisamos nos acalmar! - diz ela. Eles vão para o quarto, se deitam e Marylin dorme. Scott não consegue dormir, se levanta da cama e procura algo pra ler em uma estante. Ele tira alguns livros do lugar para ver se há algo que lhe interessa. Ao fazer isso, ele encontra um jornal. O título da principal notícia do jornal é '' Litoral de Lendunytu é atacado por centenas de naves - a guerra nunca para ''. Scott rasga todo o jornal, amassa e joga no lixo, com raiva do que a guerra causou em sua vida. Ele se deita novamente, tenta dormir e consegue alguns minutos depois. Duas horas depois eles acordam, vão para a cozinha, se sentam na mesa e comem frango. - Scott, vai lá fora, mate um porco e dê-me pra eu cozinhá-lo pra comermos! - pede Marylin. - Sim, já vou! - diz Scott se levantando. Ele chega perto das cercas onde é colocado animais, e pro seu espanto, vê que nenhum deles está lá. Scott entra na casa. - Marylin, os animais desapareceram! - diz ele. - Você está brincando? - pergunta ela. - Claro que não, todos estão fora das cercas, me ajude a procurá-los! - pede Scott. - Você só pode estar de brincadeira, pare com isso! - diz Marylin. - Pare de duvidar e venha, é urgente! - alerta Scott. - Espero não cair em uma brincadeira sua! - diz ela. Os dois saem da casa e ela vê que Scott está certo. - Eu não acredito nisso, quem fez isso? - pergunta Marylin surpresa. - Certamente não foram os animais que fugiram, as cercas estão fechadas! - diz Scott. - Eu jurei que não teria problemas mais! - diz ela. - Eu vou pegar as armas e procurar quem fez isso! - diz Scott. - Eu vou junto! - afirma Marylin. - Não, você fica aqui me esperando até eu voltar com os bichos! - diz ele. - Mas é muito perigoso, eu posso andar armada contigo e te ajudar, você não conseguiria dar conta de vário homens sozinho! - diz Marylin. - Eu já disse, você tem que ficar aqui, caso eu não conseguir dar conta, nós podemos procurar outros bichos aqui perto! - diz Scott. - Qual é o problema de eu ir junto? - pergunta ela. - É perigoso pra você, não quero que se arrisque, você tem que ficar aqui segura, não se preocupe! - diz Scott. - E não é perigoso pra você também? Eu sei atirar muito bem e sou bom de luta assim como você! - afirma ela. - Mas você é mulher, é menos forte, menos rápida e menos resistente! - diz ele. - Por acaso você está com medo? Olhe, Scott, nós já passamos por tantas situações arriscadas e difíceis, não é agora que você quer que eu fique de fora em uma missão, né? - pergunta ela. - É justamente por causa disso, eu perdi tudo que eu tinha, não quero que isso se repita de novo! - afirma Scott. - Não precisa ficar com medo agora, eu sou experiente, você acha que eu não estou com medo também? Eu estou, mas em todas as vezes que conseguimos vencer, estávamos juntos! Estarmos juntos me dá coragem e tranquilidade, devemos ficar sempre juntos, é isso que nos dá força! - diz Marylin. - Desculpe, mas eu não estou confiante de você vir comigo! Fique, eu farei de tudo pra resolver bem isso! - diz Scott. - Acho que ficar por vários meses em paz nos deixou mal acostumados! Olhe, por favor, vamos resolver isso na tranquilidade e juntos, ficar com medo não vai adiantar de nada, apenas vai nos deixar mal! Pense nisso! - afirma Marylin. Scott fica em dúvida, calado e pensa se vai levá-la ou não. - Olhe, eu acho que você tem razão, você é forte e a união nos dá força! Meses sem problemas não podem nos enfraquecer, vamos! - diz Scott estando preocupado. - Quer saber de uma coisa? Você aceitando isso ou não, eu faria de qualquer jeito, porque eu sei que isso é para o bem de nós dois! - diz Marylin. - Eu sei, eu te conheço, amor! E concordo com você, eu fui fraco em mandar você ficar! - diz ele. - Você não foi fraco, só foi humano! Mas não é a melhor opção ficarmos separados se temos experiência em ficar juntos! - afirma Marylin. - Sim, agora vamos pegar as armas e procurar logo, precisamos achar os bichos antes do sol se pôr! - diz Scott. Marylin o beija. Claro, vamos! - diz ela.


Os dois ficam por um bom tempo procurando na floresta os animais desaparecidos e quem roubou-os. O sol começa a se pôr e eles ficam preocupados. - Andamos, andamos e nada! Acho melhor desistirmos e caçarmos outros bichos! - diz Scott. - Vamos procurar só mais um pouquinho, talvez possamos achar! - diz Marylin. - Esse pouquinho que você disse são quatro minutos? Já está quase ficando de noite e não é bom andar na floresta longe de casa no escuro! - diz Scott. - Tudo bem, é melhor deixarmos pra lá, mas os bichos não podem ficar mais lá fora, eles devem ficar dentro da casa pra que ninguém se intrometa e pegue! - diz Marylin. - Sim, e temos que ficar só dentro da casa a partir de agora! Temos que sair só se for pra colher e plantar comida! - diz Scott. - Exatamente, infelizmente não estamos sozinhos nessa área! - diz ela. - Parados! - diz um homem armado atrás de uma árvore. Scott e Marylin apontam suas armas para o homem. - Eu não estou sozinho! - diz o homem. Mais nove homens aparecem apontando armas pros dois. - Não se movam! - diz um dos deles. - Não queremos fazer mal a ninguém, vamos conversar! - diz Scott colocando a arma no bolso. - Deem as suas armas agora! - manda um deles. - Não precisa ser assim, nós só queremos falar o porquê de estarmos aqui! Por favor, vamos esclarecer as coisas! - pede Scott. - Já que quer isso, vocês terão que dar as armas, é assim ou vocês morrem! - diz um deles. - Farei isso se prometerem nos deixar em paz! - diz Scott. - Está prometido, agora deem as pistolas! - ordena o homem. Scott e Marylin entregam as armas pra ele. - Ok, agora digam porque estão aqui! - diz ele. - Nossos animais que estavam em uma cerca de nossa fazenda desapareceram, estamos rodeando essa floresta procurando quem roubou eles! Se foram vocês, por favor, devolvam, precisamos deles pra sobreviver! - diz Scott. - Interessante história! Fomos nós sim, mas saiba que também precisamos disso pra sobreviver! - diz o homem. - Eu entendo vocês, sei que a fome é muito ruim, mas aqueles bichos são pertencentes a nós dois! Não temos nada a ver com o problema de vocês, só queremos ficarmos solos e em paz! - afirma Scott. - Entendem uma coisa, vocês não possuem a posse de nada, vocês estão em um planeta em total zona de guerra, não há regras! - diz o homem. - Não é só porque o reino de Yuri está caído que a moral não existe mais, devemos continuar como sempre deveríamos ser! Por favor, vocês não nos incomodem que nós não incomodamos vocês também, combinado? - diz Scott. - Nada combinado! Rapazes, prendem-os e vamos pra casa! - diz o homem. - Claro, Joseph! - diz outro homem. - Vocês não podem fazer isso! Por favor, temos que ter um acordo, isso é sequestro, nos deixem em paz! Vamos fazer o seguinte, vocês não precisam devolver os animais, mas não nos prendem! - pede Scott. - O que pegamos não soltamos! Se continuar reclamando eu atiro nos dois na hora, combinado? Então tá, cale-se! - diz Joseph. Assim, eles prendem os braços de Scott e Marylin em correntes e caminham até a casa onde eles moram. Após alguns minutos, eles chegam de frente a casa. - Vocês vão ficar presos em um quarto inocupado que temos nessa casa, já que interferiram no nosso caminho! Vão receber todos os dias um pouco de água e comida, nada de muita quantidade que tire muito de mim e dos meus parceiros! - diz Joseph. - Você deveria deixar de ser egoísta e nos deixar em paz! Queremos apenas ter liberdade e ficar em paz, isso é abuso de poder! - diz Marylin. - Pra vocês caçarem animais que podem ser nossos? Sinto muito, mas acho que vocês estão vivendo em um mundo imaginário, ninguém faria mais isso! - afirma Joseph.


Todos entram na casa, que é cheia de homens, pertences antigos e que tem um calor bem elevado. Scott e Marylin são colocados acorrentados em um quarto sem luz, escuro, com poeira e objetos velhos. - Não façam escândalo e nem nos chamem por nada, nós sabemos quando devemos alimentar vocês ou não! - diz Joseph. - Vocês não sabem de nada sobre nós e são covardes! Covardes que nem ao menos respeitam a liberdade de alguém! - diz Scott. - Diga isso à sua namorada, porque não queremos ouvir nada de você! - diz Joseph. Ele sai do quarto e tranca eles, deixando Scott e Marylin na escuridão total. - Que imbecis! Que imbecis! Safados, idiotas, sem vergonhas! Eu pensei que não iria passar mais por uma situação dessa, e me vem esses caras babacas e bandidos prender um casal que só quer ficar em paz! A vontade era de dar um soco em cada um deles, mas lembrei que covardes usam vários homens pra fazer isso! Eu não acredito que isso aconteceu! - diz Scott enfurecido. - Não é hora mais de reclamar, já estamos aqui e não há o que pode ser feito! - diz Marylin. - Nós não temos direito nem de ter luz nesse quarto imundo cheio de poeira e quente! Nem de enxergar alguma droga nós podemos, muito menos um ar fresco pra tirar essa quentura mortal que tem aqui! Eles estão nos tratando como animais, é inacreditável o que esse mundo se tornou! - afirma Scott. - Apenas tem um lado bom nisso tudo! - diz Marylin. - Que droga de lado bom é esse? Ficar preso aqui acorrentado tem um lado bom? Me poupe! - diz Scott. - Nós estamos juntos, Scott! Seria muito pior pra você se eu não estivesse aqui! Seria muito pior pra mim também se eu não pudesse ter notícias de você! Já pensou se isso acontecesse? - diz e pergunta Marylin. - Você só está falando isso porque está presa aqui, mas se pudesse escolher, escolheria ficar lá fora e livre mesmo eu estando aqui! - diz Scott. - Não fale isso, é claro que eu prefiro estar com você! Acha que eu gostaria de ficar sozinha, preocupada e sem saber de onde você está ou o que aconteceu com você? - pergunta Marylin. - É, você tem razão mesmo! Seria pior, mas ainda assim está ruim! - diz ele. - Está muito ruim, mas tudo que passamos juntos conseguimos superar, é um bom caminho! - afirma Marylin. - Como assim é um bom caminho? - pergunta Scott. - Eles nos trataram e vão continuar nos tratando como animais! Então vamos tratá-los assim também! - diz ela. - Como? Xingando? - pergunta Scott. - Não, mas se for necessário, temos que tratar eles assim pra sairmos dessa situação! - diz Marylin. - Como assim? De onde podemos fugir daqui do jeito que estamos e onde estamos?! - pergunta Scott. - Nós demos um jeito, porque já estivemos em situações piores, essa situação não é impossível de reverter! - diz Marylin. - Já fugimos de situações piores porque você sempre teve ideias loucas, mas que deram certo! - diz Scott. - Sim, eu sempre tive ideias loucas e você tem razão! Mas temos que dar um jeito agora! - diz Marylin. - Você tem um plano? - pergunta ele. - Sim, vamos tentar tirar essas correntes de nós! Vamos batê-las no chão, na parede e em qualquer lugar aqui que dê pra quebrar elas! Assim como não escutamos nada de lá de fora, eles não escutam nada daqui de dentro! Vamos fazer isso então! - diz Marylin. - Eu não sei se isso vai dar certo, não temos nenhuma arma, isso é muito arriscado! - afirma ele. - Às vezes os riscos dão certo, eu não quero que fiquemos o resto das nossas vidas presos no escuro como animais! Temos que tomar uma providência, precisamos sair daqui! - diz Marylin. - Mas tem muitos homens nessa casa, se tentarmos fugir podemos morrer! Eu prefiro viver o resto da minha vida aqui do que ter minha vida acabada por uma tentativa fracassada e muito arriscada! - diz Scott.


- Então você quer desistir? - pergunta ela. - Eu não quero morrer, então sim! - diz ele. - Eu acho que deve ter um jeito, eu prefiro não desistir! Olhando para o que já passamos, acho que dá pra passarmos disso! - afirma Marylin. - Então só você acha, nunca estivermos em uma situação tão impossível de fugir! É melhor aceitarmos que perdemos e seguir em frente! - afirma Scott. - Então tá, já que pensa assim, pode ser! - diz ela. - Como assim pode ser? - pergunta ele. - Acho que devemos aceitar isso mesmo! - diz Marylin. - Ok então! - diz Scott. Horas após muita conversa, eles dormem. Após isso, Scott sonha que está perdido em uma floresta escura com apenas a lua iluminando o seu caminho. Um barulho de uma batida estranha surge e Scott tenta saber de onde vem esse barulho. Ele corre e tenta seguir o som, mas não consegue achar o lugar da origem dele e fica confuso de que lado está ele. Scott acorda e continua escutando o barulho. - Marylin, é você? - pergunta ele. - Já que você desistiu, eu não desisto! - afirma ela. - Eu não acho que esse destino é merecido pra nós, deixe essa ideia pra trás! - pede Scott. - Se o destino que eu quero pra nós dois fosse a morte, eu já estaria morta! Eu quero que nosso destino seja o melhor possível, por isso eu não aceito ficar presa o resto da minha vida aqui, mesmo eu estando com você! Já passamos por coisas difíceis demais pra esse ser o ponto final do nosso caminho, por isso chega de nos ajoelharmos, vamos nos levantar! - diz Marylin. Logo após isso, Marylin consegue quebrar a fechadura da sua corrente e se soltar. - Eu consegui tirar as minhas mãos desse troço, agora é a sua vez! - diz ela. - Isso tem que dar certo, porque se não der, tudo que nós passamos foi em vão! - diz Scott, batendo várias vezes a sua corrente no chão. - E ficarmos aqui também transforma tudo que enfrentamos em vão, porque merecemos muito mais que isso! Chega perto de mim aqui e bate nos objetos, é mais fácil! - orienta Marylin. Ele faz isso e bate com toda a sua força possível. - Cuidado pra não se machucar, tem objetos finos e duros aqui! - diz ela. - Ok! - diz ele. Scott quebra a fechadura da corrente após um bom tempo. - Consegui, ufa! Acho que devemos esperar alguém entrar aqui e aproveitarmos pra bater um objeto forte na pessoa pra começarmos a fuga! - diz Scott. - Eu ia falar isso, mas tudo bem, vamos fazer isso! - diz Marylin. - É melhor ficarmos a noite inteira vigiando essa porta e na hora que alguém entrar, já entramos em ação! - diz ele. Várias horas se passam e às oito horas da manhã, um homem armado entra no quarto. No mesmo momento os dois começam a bater sem parar duas portas de armário nele. Após oito batidas com ele não conseguindo se defender a tempo, ele desmaia. Scott pega a metralhadora do bolso dele e os dois andam devagar pelo corredor de quartos buscando outra saída e prestando atenção nos barulhos da casa. Um homem aparece na frente deles para saber o que aconteceu e Scott atira por cinco segundos nele, matando de uma vez. Andando mais um pouco, eles vêem uma janela no fim do corredor onde há um quarto. Outro homem aparece do outro lado do corredor com uma pistola em suas mãos. - Você está cercado, solte essa arma agora! - diz o homem. Scott não demora e atira na cabeça dele, matando sem demorar. Marylin logo abre a janela e começa a sair da casa. Scott vigia encostado na janela o corredor. Marylin sai da casa, porém cai da janela batendo a sua cabeça no chão. Scott joga a metralhadora para fora e entra na janela. Ele sai batendo a sua cabeça no chão também. Mesmo tendo dores fortes, os dois se levantam, Marylin pega a metralhadora e os dois correm desesperadamente do lugar.


Três homens saem da casa e tentam atirar em Scott, que está bem afastado do local. Scott também tenta atirar neles enquanto corre. Os três homens começam a correr atrás dele e de Marylin. - Nós vamos morrer, eu tenho certeza! - lamenta Scott enquanto corre no campo aberto. - Nunca tenha certeza, mas você pode estar certo! - afirma Marylin. - Estamos perto da floresta, é lá que nós vamos! - diz Scott. Após dois minutos de correria, Marylin leva um tiro nas costas e cai. Scott segue correndo, olha para trás e vê que Marylin está desmaiada com as costas sangrando na grama. Os homens chegam bastante perto de Marylin. Scott, vendo que há mais três deles além dos outros há pouca distância de Marylin, vê que não há um jeito de salvar ela. Ele entra na floresta e corre o máximo possível pra não morrer. Os homens deixam Marylin pra trás e também entram na floresta pra pegarem ele. Scott não para de correr e vendo um rio à sua frente, se joga nele e mergulha um pouco fundo pra ficar escondido. Os seis homens se separam pra procurá-lo. Um dos homens passam perto do rio, sem conseguir enxergar Scott debaixo d'água. Durante alguns minutos, Scott respira fora da água e mergulha. Depois de se cansar de nadar, Scott nada até a beira do rio e sobe para a grama. Ele se ajoelha e chora desesperadamente por Marylin levar um tiro e acredita que ela está morta. Scott se deita na grama e continua aos prantos. Após cinco horas de luto e tristeza, Scott se levanta da grama e decide se vingar do que fizeram com Marylin, tendo um gigante estado de ira. Ele pega a metralhadora e começa a caminhar até a casa. Chegando no mesmo local que Marylin levou o tiro e desmaiou, Scott vê que nenhum dos homens está presente lá, muito menos Marylin. Scott anda até a casa pra matar os homens, não pensando na consequência disso por estar louco com a sua perda e com extrema raiva. Ele abre a janela da casa e tenta entrar nela. - Você deve estar mais louco como nunca, não? - diz Joseph, ao lado de mais nove homens armados. Scott desce da janela,coloca a arma no chão e estende os braços. - Você acha que sozinho pode fazer alguma coisa contra uma dúzia de caras? - pergunta ele. Scott não responde. - Apesar de eu não gostar de ignorância, eu vou deixar pra lá dessa vez! Era bem melhor vocês terem pensado antes de fazer essa idiotice, porque sua parceira está morta! Você, como um animal, está sem defesa no momento e sem lugar pra onde ir! - diz Joseph. Scott volta a chorar, olha pra baixo e continua calado. - Faça o seguinte, suma de uma vez e não volte mais! Só não irei te matar porque acho que deve pagar por meus homens terem morrido por sua causa! Vai pagar vivendo como um animal nessa floresta imunda e suja comendo inseto! E se você voltar para a casa daquela fazenda, eu mando alguém te matar ou eu mesmo faço isso! E se eu te encontrar ou algum outro de meus homens também, você está morto! Já que eu te dei essa opção, saia daqui agora, seu miserável! - diz Joseph. Scott logo sai do local e volta para a floresta, catando e comendo o máximo de frutas que puder, tendo que ser obrigado a afastar-se do lugar.


Quatro meses depois, vivendo isolado em uma praia, sem frutas em árvores tendo que comer animais selvagens e esquentar água da chuva para beber, Scott vê encima de uma árvore um grupo de dezenas de pessoas caminhando pela praia. Scott logo desce da árvore e corre para falar com eles. - Olá, eu vivo aqui sozinho, de onde vocês vieram? - pergunta Scott. - Viemos da cidade de Kokuliva, somos sobreviventes de um pequeno bairro de lá e estamos procurando um lugar seguro pra ficar! Você tem alguma arma? - diz e pergunta um dos homens sobreviventes. - Não, podem verificar! - diz Scott. Um dos homens coloca as mãos em todo o corpo de Scott. - Ok, então pode se juntar a nós! Temos um carro inteiro de comida e água! Ele não tem gasolina e carregamos em cordas mesmo, fique à vontade para beber ou comer, mas você não pode consumir em uma quantidade acima de duas maçãs, bananas ou pacotes de biscoitos, pois temos mais de quarenta pessoas pra alimentar! E você não tem o direito de mais de um copo de água por dia, espero que aceite! - diz um dos homens. - Tudo bem, melhor do que nada, muito obrigado por isso! - agradece Scott. Ele começa a caminhar com a multidão. - Olá, qual o seu nome? - pergunta Cristiano. - Scott, e o seu? - pergunta ele. - Cristiano, prazer! - diz ele. - Olá, eu sou Gabriel, prazer! - cumprimenta ele a Scott. - Prazer, sou Scott! - diz ele. Patrick, Lucimar, Claudia e outras pessoas também cumprimentam-o. Horas depois, todos acham seis barcos abandonados na beira da água. - Atenção a todos! Há alguns quilômetros daqui tem uma ilha que eu conheço que possui frutas diversificadas em árvores, sem contar que a água da praia dela é cristalina! Podemos ir para lá com alguns desses barcos! - diz um dos homens. - Sim, vamos fazer isso, ótima ideia! - diz outro. Assim, todos empurram três barcos para uma parte mais profunda da água, entram neles e navegam a caminho da ilha.



segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Missões - Episódio 96: Rendição

- Vocês são absolutamente jogo duro! Se já não bastou fugirem da prisão, ainda invadiram ela pra resgatar mais dois colegas de grupo! Eu sabia que vocês não eram quaisquer uns! - diz Cavaleiro da Morte. Rogério, Scott, Leonardo, Gabriel, Cristiano, Róguine e Patrick acordam em uma sala grande inteiramente de cor cinza, com Cavaleiro da Morte na frente deles. - Olhem, eu digo uma coisa a vocês, parabéns! Parabéns porque eu sabia que a qualquer hora vocês iriam agir e eu decidi deixá-los vivos pra ver se iriam fazer algo! E não é que fizeram mesmo? Eu estava certo! Por que estão com essas caras de burros doentes? Vocês estão sendo parabenizados por mim, sorriem! - diz Cavaleiro da Morte. Ninguém olha e responde ele. - Gostei da resposta, o incrível é que mesmo eu deixando claro o que sou capaz, vocês se arriscaram a fugir de lá! Pior ainda, quiseram voltar só pra fazerem um resgate! E agradeçam a mim por vocês terem sido salvos, porque vocês morreriam se não fossem socorridos! - diz Cavaleiro da Morte. - Por que você nos socorreu? - pergunta Leonardo. - Vocês saberão agora o porquê de eu não ter deixado vocês morrerem! Eu fiz isso pra que vocês morressem de uma forma pior do que a que iriam! Ou seja, vocês estão vivos apenas por enquanto! - diz Cavaleiro da Morte. - Se você quer realmente nos matar, por que não faz isso de uma vez? - pergunta Scott. - Porque vocês merecem sofrer além de morrer! Não adiantou eu ter assassinado só os seus parceiros, vocês devem morrer também! Eu mostrei na cara de vocês o preço que é me desobedecer e contrariar as minhas ordens! E o que vocês fizeram? Me desobedeceram e mataram mais dos meus homens! - diz Cavaleiro da Morte. Cavaleiro chega perto de Patrick e chuta o seu rosto. Além disso, bate nas pernas dele com o seu forte machado. Patrick grita de dor. - Vocês poderiam ficar em paz nas porcarias das celas de vocês, mas preferiram buscar problemas! Preferiram ver a minha cara de novo mesmo eu ter acabado com vocês! Vocês têm esse problema de não aceitarem a derrota, e o preço disso será dado! - diz Cavaleiro. Gabriel é recebido por um forte soco de Cavaleiro da Morte. Cavaleiro coloca sua mão no queixo dele. - Sei que está bravo e é um daqueles garotos explosivos de raiva! Sei também que você está quase soltando alguma besteira pela boca, portanto eu recomendo, mas não te obrigo, a ficar quieto! Faça isso antes que você morra, mas se preferir morrer, tudo bem, a escolha é sua! - afirma Cavaleiro da Morte. Gabriel fica calado e Cavaleiro se levanta. - O que pode me dizer sobre isso, Rogério? Vai ficar calado e ser covarde assim como todos aqui? - pergunta Cavaleiro sorrindo. - Eu acho que deveríamos ter um acordo! - diz Rogério. - Uau, até que enfim alguma decisão de um homem irritantemente quieto! Diga qual o seu acordo! - diz Cavaleiro da Morte. - Faça o seguinte, acho que você não precisa perder o seu tempo falando com a gente! Eu tenho certeza de que você tem trabalhos pra fazer, ainda mais porque você é líder de uma galáxia de doze planetas! Você quer nos matar? Tudo bem, nos mate! E já que nós perdemos tudo o que tínhamos e já recebemos o que você queria nos dar, não demore e mate-nos logo! Vai, eu quero ver você acabando com a vida de todos nós aqui! Nós já perdemos, não temos mais nada a perder, atire em todos aqui e acabe logo com isso! - diz Rogério. - Não precisa se preocupar, Rogério! Vocês vão morrer, mas como eu deixei claro e sou eu quem lidera todas as decisões ao meu redor, vocês não vão morrer agora! E eu vou deixar mais claro do que eu já deixei, vocês serão torturados! - diz Cavaleiro da Morte.


- Você não vai ganhar nada com isso, acabe com isso de uma vez e resolva as coisas que você deve resolver! - diz Rogério. - Eu não tenho nada para resolver, estou livre de problemas e muitas responsabilidades! Pra sua informação, eu tenho todo o tempo do mundo pra torturar vocês, pra falar com vocês e fazer o que eu quiser! Mais uma vez eu digo, vocês estão falando com Cavaleiro da Morte e não com um mané qualquer! Nada convence o que quero e se eu fosse um mané, seria o melhor de todos! Mas não é o caso! - diz ele. - Você sempre foi assim e nunca mudou! - diz Róguine. - Quem deveria ter mudado é você depois que perdeu tudo o que tinha por causa da guerra! Deveria ficar andando no mato sem ninguém perturbá-lo, principalmente agora que está idoso com mais de cem anos! Mas você preferiu lutar contra a maré e agora vai ter um péssimo fim na pior fase possível podendo estar em paz se não fosse idiota! Você é uma piada, Róguine! Quando eu olho pra você, vejo um homem fracassado que teve grandes perdas há muito tempo e continua tendo! Não fui eu quem procurou isso e nem os seus companheiros, foi você que estragou a vida sozinho, eu só fiz o que era necessário pra você enxergar o quanto você mesmo é imbecil! Imbecil de pegar menos de vinte pessoas pra lutar contra uma multidão de homens que me servem! Imbecil de pegar todos para lutarem contra mim! Comigo todos devem abaixar a cabeça, porque esse homem que vocês estão ouvindo agora provocou o maior número de mortes do universo e a maior guerra de todos os tempos! Eu admiro a sua coragem, caro Róguine, e também admiro a coragem de seus amigos, mas ela não fez vocês vencerem e muito menos chegarem perto disso! Agora eu sei que vocês caíram na realidade e possuem a total noção de que fizeram a pior decisão da vida de vocês! As medidas que tomarei agora são justas e necessárias de acordo com a besteira que vocês fizeram! No fim, eu só vou me divertir! - diz Cavaleiro da Morte. - Você não precisava fazer o que fez! Assassinar milhões na guerra e outras muitas pessoas com o Socialismo! Ninguém precisa fazer isso, por que você fez? Pra poder e dinheiro? É claro que você fez isso tudo pra essas coisas, porque você é um marginal desumano! Você mata crianças, mulheres e qualquer inocente a troco de nada! - afirma Róguine. Cavaleiro da Morte sorri. - É bem melhor estar na posição em que estou do que na sua! Se eu tiver todas essas qualidades que você me disse, não importa, o que importa é o quão bem e poderoso você está! Eu tenho essas qualidades que citei, e você? Acho que não preciso de resposta, você acha? - pergunta Cavaleiro sorrindo. - Então isso é importante pra você? Eu não preciso falar mais nada pra expressar quem é você! - diz Róguine. - Eu vou sair e em pouco tempo eu vou voltar! - diz Cavaleiro da Morte. Ele sai da sala deixando todos tensos e esperando o pior. Logo depois ele volta para a sala com uma tocha com fogo na mão. - A sua boca anda soltando muitas baboseiras, caro amigo! Acho que pra isso parar eu preciso tomar uma providência! - diz Cavaleiro sorrindo. - O que você vai fazer com isso? Não tem necessidade, pare! - clama Róguine. - Eu vou fazer o que eu deveria ter feito antes de você falar! E se fugir ou tentar evitar isso eu o mato no mesmo momento! - afirma Cavaleiro. Assim, ele coloca a tocha na boca de Róguine fazendo-o gritar e ter muita dor com o queimamento. Os outros fecham os olhos e apenas choram com os gritos dele. Róguine para de gritar e tenta resistir a dor sem fazer escândalo para não atrair Soldados da Morte.


- Mais uma vez você fez o que não deveria ter feito! Abriu a boca pra tentar discutir comigo, sendo que comigo não há discussão alguma! A rendição cobre você nesse momento, então não há como desabafar o que você sente por alguém que te venceu! Há como se calar, e é o que todos devem fazer! E obrigado por procurar não perturbar os meus ouvidos, eu acho uma atitude respeitosa pra quem está rendido, se é que você já foi respeitoso comigo alguma vez! - diz ele. Cavaleiro da Morte sai da sala de novo sem dar explicação. Rogério abre os olhos cheios de lágrimas e vê Róguine sofrendo com o fogo em sua boca. - Eu sinto muito! - diz Rogério. - Mesmo derrotados, estamos juntos! Mesmo estarmos assim, nós tentamos por um bem maior! Não se pode lamentar, mas se pode encarar a realidade e saber que a nossa tentativa foi humana e honesta! Afinal das contas, fomos boas pessoas, é o que importa! - diz Róguine. - Sim, você tem razão! - diz Rogério. Ele olha para o outro lado e vê Tomas como alucinação. - Eu sinto muito, amigo! - diz Tomas na mente de Rogério. Ele não responde. - Por favor, eu estou aqui, quero falar com você! - diz Tomas de novo. - Saia daqui, você não é real, saia! - diz Rogério em sua mente. - Fale comigo, eu fui embora, mas eu voltei! - diz Tomas. - Você não voltou, você não está vivo, você está na minha imaginação, saia! - diz Rogério em sua mente. Robert também aparece como alucinação. - Escute ele, estamos com você agora, queremos que faça alguma coisa pra que você não morra! - afirma Robert. - Eu já disse, saia da minha cabeça agora! - diz Rogério falando não mais em pensamento. - O que está acontecendo? - pergunta Leonardo. Rogério demora para responder abaixando a sua cabeça no chão tampando o rosto. - Pode falar, ele não está mais aqui por enquanto! - pede Leonardo mais uma vez. Rogério se levanta e continua ajoelhado. - Eu estou vendo nossos amigos mortos! Eles estão aparecendo como alucinações, a nossa queda fez com que eu imaginasse eles! - diz Rogério. - Quem você viu? - pergunta Leonardo. - Lara, Robert e Tomas! - diz Rogério. - Tomara que você se acostume antes de morrer! E não é tão ruim ver eles, a primeira coisa que eu queria é isso! Se contente em vê-los, mesmo eles sendo apenas visões falsas! - diz Leonardo. - Acho que você tem razão! Sinto saudades deles! - diz Rogério. Cavaleiro da Morte chega na sala com um serrador na mão e alguns Soldados da Morte médicos. - Não me perguntem o que vou fazer, apenas vejam! - ordena Cavaleiro da Morte. Todos ficam calados e Cavaleiro liga o serrador. - Scott, fique parado, se quiser fecha os olhos! - diz ele. Scott fica apavorado e acaba tendo a certeza de que vai morrer agora. - Eu vou mostrar o preço da rebeldia de vocês! - diz Cavaleiro da Morte. Todos fecham os olhos, mas Scott decide ficar com os seus abertos. Cavaleiro coloca o seu forte serrador funcionando no ombro de Scott cortando a pele dele e tirando muito de seu sangue. Scott grita sem parar sofrendo a maior dor física de sua vida. Cavaleiro da Morte tira com o serrador todo o braço de Scott de seu corpo fazendo ele cair no chão e ficar perto da morte. Ele para de gritar e desmaia. Os médicos logo começam a parar com os seus equipamentos o sangramento de Scott. Todos abrem os olhos e se impressionam com o braço de Scott estando estar fora do corpo. - Fechem logo o ombro dele antes que morra! - manda Cavaleiro da Morte. Eles rapidamente pegam um pouco de gesso e colocam na parte do ombro cortado dele que está furado. - Levem-o para uma sala médica, descubram o seu tipo sanguíneo e coloquem sangue porque ele perdeu bastante! - diz Cavaleiro da Morte. Eles colocam Scott em uma tábua e carregam-o até uma sala médica. Cavaleiro continua na sala. - Eu vou dizer uma coisa a vocês, eu já fiz muito pior! Até com vocês eu já fiz muito pior! Rogério, você tem razão, eu tenho responsabilidades a cumprir e eu não tenho muito tempo pra ficar fazendo qualquer coisa com vocês! Mas vocês não vão se livrar da morte, eu sei que vocês podem fazer qualquer outra coisa pra fugirem caso eu apenas prender vocês! Eu saí do meu trabalho pra resolver as porcarias que vocês fizeram e eu poderia prendê-los no lugar mais seguro do mundo e impossível de fugir, mas vocês já sofreram muito nas minhas mãos e já pagaram por um bom tempo as suas penas! Já chegou a hora do fim de vocês, só falta eu torturá-los mais um pouco e assim vocês irão morrer de um jeito diferente! - diz Cavaleiro da Morte. Depois de falar isso, Cavaleiro pega seu machado e começa a bater em todos com ele. Leonardo desmaia com uma machadada dada pela cabeça. Os braços, pernas e costas de todos doem e sangram. Ele bate em todos por alguns poucos minutos e depois para de fazer isso. - Agora já chega! É o suficiente antes de vocês terem seus últimos minutos de vida! Scott será levado junto com vocês a um reservatório gigante de água abandonado e lá vocês serão presos em correntes e morrer afogados! - diz Cavaleiro da Morte. Após isso, Cavaleiro prende todos em fortes correntes e manda os Soldados da Morte guiá-los até o reservatório de água. Scott, acordado e com um braço robótico, também é guiado junto com os outros até o reservatório. Os Soldados da Morte sobem por escadas até o topo do reservatório com eles. Eles sobem em um chão de madeira após subirem as escadas e descem em uma segura dentro do reservatório até a parte de ferros que são feitos para prender correntes neles. Os Soldados prendem-os, saem de dentro do reservatório e destroem as escadas de dentro dele. - Boa sorte a vocês, a água vai demorar a subir, mas ela vai subir! Não tem como vocês fugirem daqui, a não ser que sejam deuses! Agora pensem no que vocês fizeram! - diz Cavaleiro da Morte. Logo depois ele desce as escadas com os Soldados da Morte.


- Foi uma longa vida que vivemos! Apesar das dificuldades, valeu à pena viver! - diz Scott. - Pelo menos tivemos bons momentos e boas experiências em alguns momentos! Estamos salvos em Cristo, é o que importa! - diz Cristiano. - Vários momentos que passamos juntos foram bons, mas agora é hora de dar adeus a tudo! De dar adeus aos problemas e descansarmos em paz! Obrigado a todos pelas ajudas que fizemos uns aos outros, os conselhos e apoios! Ficamos em rendição, mas a nossa vida vai acabar no bem e não no mal! - diz Rogério. - Sim, talvez tudo tenha chegado ao fim! - diz Róguine.



sábado, 22 de dezembro de 2018

Missões - Episódio 95: Hora Certa

- Agora vamos descansar, precisamos muito fazer isso depois do desespero que nós passamos! - diz Scott. - Você tem razão, merecemos respirar um pouco! - diz Gabriel. - Eu estou feliz em saber que estamos juntos, eu pensei que nunca mais iríamos nos ver! A nossa fuga foi uma loucura e agradeçam a mim, eu inventei a ideia de nós fugirmos! - diz Patrick. - Mas quem agiu primeiro pra isso dar certo fui eu! Não é só você que moveu pedras pra isso dar certo, eu também! - diz Gabriel. - Sim, eu sei! Devemos muito a você, talvez! - afirma Patrick. - Por que talvez? - pergunta Gabriel. - Porque você estava desistindo de fugir quando você estava preso na corrente! - diz Patrick. - Está bom então, só temos que ficar aliviados por conseguirmos fugir! - diz Gabriel. - Nós fugimos, mas deixar os Leonardo e Lucimar na prisão seria uma atitude desonesta! Temos a total obrigação de resgatarmos eles! - diz Scott. - Sim, difícil ou não, eles são nossos amigos e em hipótese alguma vamos abandoná-los! - diz Róguine. - Só que vai ser bastante difícil! - afirma Gabriel. - Por quê? - pergunta Róguine. - As balas das armas acabaram completamente! - diz Gabriel. - Droga, agora temos que achar um jeito perfeito pra entrar naquele lugar! - diz Scott. - O único jeito de entrarmos lá pra resgatarmos é usando os nossos poderes! Temos que reforçar eles pra que possamos lutar com mas facilidade! - diz Rogério. - Não tem como nós entrarmos escondidos? - pergunta Cristiano. - Infelizmente não! Lá dentro têm guardas em todos os lugares e depois da nossa fuga, eles vão vigiar pra valer! - diz Rogério. - Então vamos ter que agir agora? - pergunta Gabriel. - Não precisamos ter pressa, vamos nos acalmar mais, nós passamos por momentos de desespero! Mas ainda hoje nós temos que invadir a prisão - diz Róguine. - Vamos reforçar os nossos poderes depois! Descansar só vai fazer com que os nossos poderes fiquem mais fortes! - diz Scott. - Mas e se eles acharem essa caverna? Não vamos ter chance alguma se isso acontecer! - diz Patrick. - Eles devem estar nos procurando agora, e eles têm chance de nos achar sim! Essa caverna é escondida, mas eles jamais vão deixar de vasculhar tudo! - afirma Róguine. - É melhor nós não sairmos daqui, eles podem muito bem estarem perto dessa caverna! Vai ficar mais fácil deles nos acharem se nos partirmos daqui e ficarmos expostos na floresta! - diz Rogério. - Você tem razão, então temos que contar com a sorte! - diz Scott. - Sinceramente, nós chegamos em um ponto em que tudo o que nós podemos fazer pode dar errado! Exatamente tudo! Não dá pra não confiarmos na derrota depois do que aconteceu há um mês! - diz Rogério. - Desistir de tudo seria muito fácil, mas se não agirmos, essa galáxia continua na mesma miséria em que está! - diz Róguine. - E você ainda confia na melhoria dessa galáxia? Como, Róguine? Depois de tudo o que nós passamos, tudo está muito claro que não é possível fazer nada! Eu queria que fosse diferente, mas o nosso destino é esse e temos que aceitá-lo! - diz Scott. - Estamos rebaixados, Róguine! Não adianta nós agirmos sem termos certeza que podemos vencer! E nós não vencemos, estamos no impossível disso! Perdemos minha filha, o Tomas, Robert, Melisse, Alberto e Natalie! Desfazer isso não é possível e vendo quantos de nós sobraram, isso só confirma a realidade da nossa fraqueza e a nossa impossibilidade de mudar alguma coisa! - afirma Rogério. - Vocês não têm pelo menos um pouco de esperança? Um pouco de força de vontade de mudarmos as coisas? É uma coisa que todos nós devemos ter! - diz Róguine.


 - O nosso único objetivo agora é resgatarmos os nossos amigos e vivermos no mato mais uma vez! - diz Rogério. - Eu entendo que perdemos amigos! Mas o Controle sempre diz que a esperança deve ser permanente em todos nós! Não podemos desistir de melhorarmos as coisas só porque estamos derrotados agora! Sempre temos chances de nos levantar, ainda que elas sejam bem pequenas! - diz Róguine. - O Controle não vai mais nos tirar da nossa situação, o nosso grupo está em meia dúzia, como poucas pessoas como nós podem melhorar uma galáxia de doze planetas? Estamos no fim do jogo agora, ninguém vai mudar nada, pelo menos não nós! - diz Scott. - O que você diz é completamente contra ao que o Controle ensinou a vocês! - diz Róguine. - Eu não confio mais no Controle! Principalmente por não sabermos exatamente o que é isso ou quem é ele! O Controle não mudou o destino da minha filha e não fez com que matássemos Cavaleiro da Morte e os seus soldados em Missions! - diz Rogério. - Como pode dizer isso? O que só basta é acreditar nos nossos atos! Vocês não podem pensar desse jeito, pensem que as chances sempre aparecem! Tudo bem, nem sempre isso acontece, mas nós temos que acreditar e agir, essa é a chave! - diz Róguine. - Pra depois mais um de nós morrer? Sacrificar as nossas vidas por algo que é praticamente impossível agora? - questiona Rogério. - Talvez impossível agora, mas depois talvez não! Mas sim, é claro que pra isso nós devemos arriscar as nossas vidas! É para que tudo aqui melhore e que bilhões de pessoas parem de sofrer todos os dias! Mas pra isso acontecer, o sacrifício é necessário! - diz Róguine. - Eu prezo pela minha vida e a dos meus amigos, inclusive a sua! Me desculpe, Róguine, mas eu não compro a sua ideia! - afirma Rogério. - Nosso esforço não teve resultado, esse é o nosso destino, aceite isso! - diz Scott. - Se vocês aceitam esse destino, vão ter ele pelo resto da vida! Nada é fácil, vocês acham que não existe tanto sacrifício ou dificuldade pra melhorarmos a condição dessa galáxia? Ou que é tudo feito em um passo de mágica? Não, claro que não! Vocês viram o que aconteceu com Lara, a garota com potencial de ser a mais poderosa da galáxia, com chances de ser tão poderosa quanto Cavaleiro da Morte! O Controle ajudou a ela estar viva até a chegada dele em Missions, e isso não é pouco! Vocês foram bastante treinados por mim para serem controladores, agora querem duvidar do Controle? Não é isso que ele quer e não é assim que vocês vão transformar a galáxia New World em um lugar melhor! - diz Róguine. - Eu te respeito, Róguine! Mas essa ideia já está morta, espero que aceite isso, pois cansamos de lutar por coisas que não dão certo! - afirma Rogério. - Se não agirmos, ninguém vai agir! Olhem até onde nós chegamos! Vocês, moradores normais da Terra e de Missions, fugiram várias vezes da morte, e algumas vezes com facilidade! Poucos conseguem superar as coisas que vocês superaram! Perdemos pessoas que amamos, sofremos muito lutando por coisas difíceis, mas mesmo assim estamos aqui agora, em pé e sem arranhões no rosto! Por favor, entendem que salvar essa galáxia é possível, mesmo sendo difícil! Nós podemos superar mais coisas e vencer, mas com esforço! - afirma Róguine. - Nós não queremos mais isso, só temos que procurarmos momentos de paz pelo resto de nossas vidas! - diz Cristiano. - Vocês devem entender isso! - diz Róguine. - Nós entendemos, mas não topamos! - diz Rogério. Nisso, a conversa acaba e todos deitam pra descansar, enquanto dois homens ficam vigiando fora da caverna.


De noite, enquanto todos dormem um pouco, Róguine sai da caverna e do lado de fora dela, tenta fazer contato com o Controle ao lado da caverna. - Por favor, atenda-me, Controle! - pede Róguine mentalmente. O Controle atende ao pedido de contato. - Eu devo ainda tentar fazê-los lutar pra tentarmos salvar New World? - pergunta Róguine mentalmente ao Controle. - Nem você e nem eles estão prontos pra isso, mas caso a hora certa não chegar, será impossível - diz o Controle. - Mas o que seria a hora certa? - pergunta Róguine. O Controle responde, faz o contato acabar e deixa Róguine confuso e com dúvida. Ele tenta fazer o contato novamente e acaba conseguindo voltando a conversar com o Controle. Após a conversa, Róguine volta para a caverna, deita e dorme, enquanto dois homens continuam na vigia fora da caverna. Amanhece, Scott acorda e manda a todos se levantarem. Todos acordam. - Vamos comer algumas frutas das árvores antes de nós reforçarmos os nossos poderes pra podermos atacar a prisão! - diz Rogério. - Assim, Rogério, Scott, Cristiano e alguns outros homens sobem em árvores e pegam várias frutas, levando elas para todos da caverna. Todos começam a comê-las. Rogério, Scott, Róguine e Cristiano sentam juntos. - Então, será que Cavaleiro da Morte está na prisão? - pergunta Cristiano. - O pior é que nem pensamos nessa possibilidade! Se ele estiver lá, as chances de conseguirmos atacar e fugir são poucas! - diz Scott. - Mas isso não importa, ele pode estar lá, mas nós temos que fazer isso! Leonardo é a única pessoa no qual eu sempre estive junto em Missions que está vivo, ou pode ser que ele não esteja! Mas mesmo assim, temos que saber como ele está entrando naquele lugar! - diz Rogério. - Eu concordo cem por cento! Não devemos deixar ele na mão mesmo se Cavaleiro da Morte estiver na prisão, porque como vocês já disseram, já basta nós perdermos muitos dos nossos amigos! Perder Leonardo não podemos aceitar! - afirma Róguine. - É por isso que temos não apenas que reforçar os nossos poderes, como também treinarmos! Vamos atacar os Soldados da Morte, e possivelmente aquele psicopata! - diz Rogério. - É difícil de acreditar que isso pode dar certo, se Cavaleiro da Morte estiver lá, não tem outro jeito, ele é o homem mais poderoso da galáxia! - diz Scott. - Scott, é a última coisa que vamos fazer antes de vivermos uma vida tranquila depois! Não vamos mais fazer nada além disso, e ainda podemos ter Leonardo mais uma vez ao nosso lado! - diz Rogério. - Mas e se todos nós morrermos no meio da luta? Bater de frente com Cavaleiro da Morte é igual bater de frente com um prédio caindo em cima de você! - diz Scott. - Se nós morrermos, pelo menos vamos ter mortes dignas! - afirma Rogério. - Mesmo eu estando com receio disso, eu devo ajudar vocês do mesmo jeito! Deixar vocês lutarem sem mim é igual facilitar a nossa derrota! - afirma Scott. Após o café da manhã, todos começam a jogar os seus poderes contra a parede da caverna para torná-los mais fortes e também treinam karatê e kung fu para lutarem, com Róguine, Scott e Rogério ensinando as mulheres e homens que estão presentes na caverna. Algumas horas de treino se passam. - Vamos parar agora todos nós, já fizemos o suficiente! - diz Róguine a todos.


Todos começam a prestar atenção nele. - Agora nós devemos descansar por uma hora e meia pra depois nos prepararmos pro ataque! Essa uma hora e meia vocês irão absorver tudo o que aprendemos de luta aqui e vamos usar tudo! Não será fácil, as chances de não conseguirmos vencer serão altas, até porque Cavaleiro da Morte pode estar lá na prisão! Vamos acreditar e ter fé para conseguirmos resgatar Leonardo e Lucimar! Eu entendo que é estranho vocês brigarem por pessoas que vocês não conhecem, mas sei que querem vingança depois do tempo que passaram lá! Apesar de eu ser contra a vingança, eu e meus amigos aceitamos imensamente a ajuda de vocês! É no suor e no sangue que vamos conseguir o que queremos, e não na facilidade e em um estalar de dedos! É difícil até pra mim e meus companheiros fazermos isso, mas é por nossos verdadeiros amigos que podemos fazer qualquer coisa! Então vamos deitar, pra depois passarmos por uma tempestade! - diz Róguine. Mais de uma hora e meia depois, todos levantam, reforçam mais um pouco os poderes fingindo estarem lutando com alguém e saem da caverna a caminho da prisão, menos Claudia, Maria Clara e algumas mulheres. - Eu estou com um mal pressentimento, é complicado nós vencermos justo os homens do maior exército da galáxia! - diz Gabriel. - Isso não é pressentimento, é nervoso! O que vamos fazer é loucura, mas já passamos por tantas coisas e vamos tentar vencer na nossa última agora! - diz Patrick. - Eu espero não termos que ver a cara daquele velho psicopata mais uma vez! - diz Gabriel. - Vamos ter que esperar pelo pior e dar muito esforço, estamos todos juntos nessa, então vamos trabalhar sendo unidos mais do que tudo! - diz Patrick. - Vocês estão preparados? - pergunta Rogério. - As últimas horas fizeram com que nós nos preparássemos, então não tem como negar! - diz Scott. - O medo e o nervosismo são inevitáveis em nós agora! - afirma Rogério. Depois de um tempo de caminhada, todos chegam a alguns metros da prisão, porém escondidos atrás de árvores. A prisão está sem homens fora dela, eles devem estar vigiando pelas janelas, só não dá pra ver por elas serem pretas! - diz Rogério, ao lado de Róguine atrás da mesma árvore que ele. - Isso é muito provável, por isso juntos devemos atacar de uma vez! - diz Róguine. - Eu sugiro você começar a atacar sozinho primeiro, pra depois eu e os outros atacarmos de surpresa! - diz Rogério. Róguine concorda e acena pros outros revelando que o ataque já vai começar. Fazendo gestos, Róguine diz que ele vai começar um ataque solo, e também que na hora em que ele vai levantar o braço esquerdo e balançar, todos devem começar a atacar juntos. Após todos entenderem, Róguine se prepara para o ataque. - Força, Róguine! Estamos todos juntos com você! - afirma Rogério. Róguine o abraça. - E com você também, obrigado! - agradece ele. Róguine conta até dez, sai de trás da árvore e começa a correr em direção a prisão. Dois Soldados da Morte abrem uma janela e começam a tentar atirar em Róguine. Ele pula, se abaixa e corre para um lado e por outro se desviando dos tiros e logo joga o seu poder do fogo na janela. As armas deles queimam, mas continuam atirando sem parar. Enquanto desvia dos tiros, Róguine joga pra todos os lados possíveis o poder do fogo. Mais janelas se abrem e mais Soldados da Morte aparecem nelas e tentam atirar nele. Chegando perto da prisão, Róguine começa a jogar uma grande quantidade de choque nos homens, fazendo um deles cair da janela sem desmaiar na grama.


De tantos tiros, Róguine fica cercado de fogo e tendo um pequeno espaço em um lado sem fogo, ele levanta o braço esquerdo e balança-o enquanto tenta parar as balas com o poder do choque. - Preparem-se agora, ataquem! - ordena Rogério com um grande grito. Scott, Cristiano, Patrick, Gabriel, Rogério e os outros homens correm e começam a desviar de inúmeras balar com muita velocidade, Um deles acaba morrendo na hora. Róguine segura dezoito balas com o poder do choque e de tantas estarem se acumulando em cima dele, ele joga todas essas balas na prisão matando a maioria dos homens nas janelas e provocando explosões e buracos na prisão. Outros Soldados da Morte que sobraram das janelas atiram sem parar um segundo em todos os trinta homens que desviam de tiros junto com Rogério e os outros. Róguine chega no portão da prisão e dá vários chutes para destruí-la, prestando muita atenção nos tiros. Rogério e os outros avançam mais ainda, percebendo que eles estão dando menos tiros. Róguine consegue quebrar uma parte do portão da prisão, entra na sala de entrada da prisão e vendo dez Soldados da Morte em uma sala vazia, desvia de muitos tiros que eles começam a dar. Róguine pula, chuta fortemente a cabeça de um deles, toma a arma e começa a atirar em todos eles também, segurando as balas com o poder do choque. Róguine recebe três tiros na perna direita e devolve as balas que eles atiraram jogando em cima deles com o poder do choque, fazendo eles desmaiarem. Nenhum deles morrem e Róguine joga rapidamente o seu poder do fogo em todos eles, matando-os. Róguine se abaixa por segundos, porém com alerta, respirando fundo para se aliviar um pouco. Scott quase morre com duas grandes balas que chegam perto de sua cabeça. Rogério dá um enorme pulo pra frente e vê de cima muitas balas passando. Depois cai no chão dando rápidas cambalhotas e depois levanta voltando a correr. Gabriel, Cristiano e outros homens ao lado começam a tentar atirar nos Soldados da Morte nas janelas enquanto continuam desviando das balas. Três dos Soldados da Morte morrem com os tiros Cristaino nas janelas da prisão e a rapidez dos desvios de Rogério e os outros aumenta muito mais. Róguine se levanta e ouvindo gritos e passos, entra em um armário da sala de entrada da prisão e se esconde. Alguns Soldados da Morte chegam na sala, vendo os corpos dos homens que Róguine matou. Róguine fica tenso, assustado e desesperado. - Alguém entrou aqui! - diz um Soldado da Morte. - Vê se não está dentro do armário! - diz outro. Um deles abre o armário e se depara com Róguine atirando sem parar em todos eles. Róguine recebe um forte tiro na barriga e vendo que suas balas acabaram, usa o seu poder do fogo como escudo. Róguine usa o limite de sua força pro seu escudo de fogo ser permanente. Várias balas são acumuladas nesse escudo e Róguine fica perto de perder o seu controle e morrer. Rogério fica na frente de todos enquanto corre e dezesseis dos homens ao lado de Scott e Patrick morrem a tiros. Uma bala atinge a arma de Cristiano fazendo ela ser destruída em suas mãos. Gabriel logo guarda sua arma no bolso sabendo que é difícil acertar nos Soldados nas janelas enquanto desvia em dez segundos de doze balas. Rogério chega a poucos metros da prisão e dá dois saltos mortais para confundir os Soldados.


Ele chega ao portão e à sala de entrada da prisão, vendo Róguine apenas usando o seu escudo de fogo para se defender. Rapidamente Rogério se desvia de muitos tiros dos Soldados da Morte enquanto tira rapidamente a sua arma do bolso em um salto, atirando sem parar neles. Dois deles morrem muito rápido com os tiros de Rogério. Eles deixam de tentar atirar em Róguine e começam a tentar atirar em Rogério, que não para de fazer rápidos e grandes movimentos para desvios. Róguine aproveita e logo abre a porta da sala e foge do local, entrando em outra sala da prisão sem pessoas dentro. Cansado de fazer tantos movimentos, Rogério sai da sala e volta a ficar fora da prisão, fugindo dos homens. Scott, Gabriel, Patrick, Cristiano e outros homens juntos deles chegam de frente a prisão perto dela e se deparam com Soldados da Morte saindo da prisão e tentando atirar neles. Alguns dos homens morrem na hora com os tiros. Rogério, que está perto deles, atira em todos eles de uma vez com sua arma e de tantas balas atingidas, todos eles morrem. - Vamos, temos que entrar agora! - afirma Rogério. Todos eles entram na prisão e correm nela para matar mais Soldados da Morte. Róguine logo sobe as escadas da sala vazia da prisão e vê Rogério e os outros entrando na sala. Todos ficam em silêncio e Róguine, ao completar sua subida nas escadas da segunda sala, coloca o seu ouvido ao lado da porta para saber se há alguém no outro lado dela. Rogério e os outros logo sobem as escadas também e Róguine ouve o grito de muitos homens pela porta. - Há muitos deles aqui, é melhor atacarmos de uma vez antes que eles se espalhem e abram a porta! - diz Róguine com voz baixa pra eles. - Então vamos nos preparar, ouviram? cinco, quatro, três, dois... um! Abre a porta! - pede Rogério. Róguine abre a porta e logo Rogério e todos os outros atiram sem parar em todos os Soldados da Morte que estão na terceira sala. Muitos deles acabam morrendo de uma vez e alguns tentam reagir atirando. Rogério acaba levando dois fortes tiros no braço, mas não para de atirar como todos. Pela rapidez do ataque, todos os Soldados da Morte presentes na sala morrem. - Vamos sair daqui e seguir em frente, rápido! - diz Rogério. Rogério abre a porta da quarta sala e sem demorar, todos começam a atirarem neles. Gabriel vê um machado de trinta centímetros jogado no chão, se abaixa e pega. Os Soldados da Morte não demoram e atiram para todos os lados. Rogério e os outros se abaixam indo para detrás de dois armários. - A munição está quase acabando, temos que reagir rápido antes que morremos! - alerta Scott. Os Soldados ficam no canto direito na sala atirando nos armários e embaixo dele. - Eu só tenho quatro balas, temos que usar os armários também! Vamos levantar eles juntos e derrubá-los encima deles! - diz Cristiano. Rogério, Scott, Gabriel e outros homens levantam um dos armários e Cristaino, Patrick, Róguine e os outros levantam outro armário. Os Soldados percebem o que eles vão fazer com os armários e correm em direção a eles. - Vamos lá! - alerta Gabriel. Eles correm com os armários levantados e batem com eles nos Soldados da Morte com muita força fazendo eles caírem. Após isso, logo derrubam os armários encima dos Soldados. Eles não morrem com isso, mas Rogério e os outros espancam todos eles de uma vez, fazendo todos esses Soldados morrerem. - Vamos logo, outros Soldados estão vindo! - diz Rogério. Patrick logo abre a porta e entram no corredor. - Prestem atenção, me escutem um pouco aqui por um segundo! - pede Rogério. - Certo, fale logo! - diz Scott. - Precisamos achar imediatamente onde Leonardo e Lucimar estão! Estamos em um risco enorme de vida e qualquer erro nosso que podemos permitir, tudo vai dar errado! Não vamos nos separar, vamos ficar juntos! Agora vamos correr, mas tentem não fazer muto barulho! - alerta Rogério.


Todos começam a olhar para os lados, correm e fazem o maior silêncio possível. Eles ouçam vários homens manuseando armas e conversando. - Não há como parar, podemos nos encontrar com eles a qualquer momento! - diz Róguine. Correndo mais um pouco, eles encontram dois corredores diferentes em dois lados. Alguns deles conseguem ouvir passos atrás de uma das portas dos corredores. - Vamos ao corredor da esquerda, o outro lado tem vários homens! - diz Scott. Rogério abre a porta destrancada do corredor esquerdo e já encontra várias celas com vários homens. Todos continuam a correr pra achar rápido Leonardo e Lucimar, mas Gabriel para. - Esperem, me escutem! - pede ele. - Fale antes que nos achem! - diz Cristiano. - E se nós soltarmos todos os prisioneiros pra termos ajuda em uma luta caso os Soldados da Morte nos achar? - pergunta Gabriel. - O que temos que fazer aqui é urgente, tirar todos os prisioneiros tiraria a rapidez da nossa procura e fuga aqui! Vamos continuar! - afirma Scott. Todos voltam a correr. Dois minutos depois, eles acham Lucimar em uma cela e Patrick destranca ela com uma chave roubada. Sem demorar um segundo, eles retornam à corrida. Os Soldados da Morte se dividem em vários lugares da prisão para achá-los. Após a volta rápida da corrida e de atravessarem vários corredores, eles acham a cela em que Leonardo está. - Uau, eu não acredito que vocês vieram! Como conseguiram chegar até aqui depois de vocês fugirem? - pergunta Leonardo emocionado e surpreso. - Nós jamais deixaríamos você aqui, independente do que teríamos que fazer! Depois de tudo o que passamos juntos, é impensável deixar você pra trás. A cela é destrancada por Patrick. Rogério e Leonardo se abraçam fortemente após um bom tempo sem se verem. - Eu não pensei que vocês enfrentariam tudo isso por mim e pela Lucimar! - diz Leonardo. - Eu daria a minha vida por você! Você faz parte da minha família e não dá pra fazer o que você estava pensando! Vir aqui pra te buscar foi uma honra, mas vamos ter que conversar mais tarde, antes nós temos que agir pra sair daqui! - diz Rogério. - Fico feliz por estarem bem! - diz Leonardo. - Nós também estamos! - diz Scott. - Sem conversas, correm! - diz Rogério. Mais uma vez eles tornam a correr e analisam todos os lados dos outros corredores para verem se há alguma saída. Depois de entrarem no penúltimo corredor, ao atravessarem ele, todos escutam atrás da porta de entrada do último corredor, cinco guardas Soldados da Morte conversando em frente a parede destruída na qual eles fugiram ontem. Todos fazem silêncio. - Agora nós só temos quatro balas na arma de Cristiano, já que todas as outras armas não possuem mais! Não soltem elas, pois podem servir caso nós fugirmos daqui! O que vamos ter que fazer agora é a jogada final pra fugirmos daqui! Somos mais de dez contra cinco homens, então eu acho que dá pra conseguirmos matar eles! Temos que ser rápidos, pois eles estão armados e podem facilmente nos matar! Eu não prometo a nenhum de vocês que ninguém vai morrer, pois isso pode acontecer com qualquer um aqui! Não sabemos se todos vão sobreviver e nem se alguém aqui vai morrer, mas vamos lutar e jogar poderes o mais rápido possível neles na maior força possível! Eu conto com cada um de vocês! Eu vou contar até dez, na mesma hora em que a contagem acabar, o Patrick vai destrancar, abrir a porta e todos nós vamos atacá-los! É jogo rápido, é entrar e já partir pra cima! Eu espero que isso não dê danos, mas é pra um bem maior! Então está combinado? - diz e pergunta Rogério. Todos confirmam. - Certo, a contagem vai começar agora, se preparem! Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete... Chega! Patrick, abra a porta e vamos atacar! - ordena Rogério.


Patrick destranca a porta, abre-a e na mesma hora todos entram no último corredor correndo para atacar os Soldados da Morte. - Atenção, atirem! - diz um dos guardas. Os cinco guardas tentam atirar neles e quatro homens morrem na hora. Todos pulam e se mexem para todos os lados para desviarem das balas. Róguine, em vez de tentar desviar, usa de novo o seu escudo para segurar muitas balas. Desviando das balas e Róguine colocando o seu escudo na frente de todos, eles partem para lutar de corpo com os Soldados da Morte. Os Soldados levam vários rápidos e fortes golpes e não conseguem ter controle na luta. Rogério, Scott, Leonardo e outros homens derrubam as armas deles e assim, com forte violência, todos agridem os Soldados chutando-os, dando socos e dando golpes mortais. Eles não resistem e morrem. - Vamos pular para o teto e fugir, rápido, sem demora! - ordena Rogério. Todos fazem isso ao mesmo tempo e tentam executar a mesma tática da primeira vez que eles fugiram da prisão, descer pro chão em uma árvore perto do teto. Todos começam a entrar na árvore, mas dois Soldados aparecem em uma janela e iniciam tiros sobre todos. Sete homens morrem de uma vez dando um forte susto em todos. - Rápido, entrem nessa árvore, não podemos nos render! - alerta Rogério. Ele, alguns homens, Scott, Gabriel, Leonardo, Cristiano, Patrick e Lucimar conseguem entrar na árvore e ficam no meio de muitos galhos e folhas que não permitem a visão de alguém que está fora. Outros homens que tentam entrar na árvore são surpreendidos por tiros e também morrem. Rogério e os outros logo começam a descer da árvore sem demorar. Outros Soldados da Morte entram abrem algumas janelas e começam a atirar na árvore para derrubá-la. Todos dentro da árvore vêem muitas balas passando e outros dois homens levam tiros e caem. - O que fazemos agora? - pergunta Scott. - Não como nós tentarmos descer daqui, a qualquer hora podemos morrer com as balas! - diz Leonardo. - Não podemos ficar aqui nesse árvore, ela vai cair e não vai demorar! - afirma Patrick. Rogério olha pra baixo. - Parece que você teve uma ideia, não é, Rogério? - diz Leonardo. - Eu tive uma ideia sim! Ela é louca e tem altas chances de dar errado, mas é a única! Nós temos que pular dessa árvore! Podemos nos machucar, mas é a única coisa que podemos fazer! - diz Rogério. - Mas eu não vou aguentar, não tenho poderes como vocês! - diz Lucimar. - Eu sinto muito, mas não tem outro jeito! Vamos ter que fazer isso agora! - diz Rogério. - Quando pularmos, eu vou te segurar, Lucimar! - diz Leonardo. A árvore se entorta e um homem quebra um galho e cai de lá. - Rápido! Três, dois, um! - conta Rogério, e todos pulam da árvore. Eles acabam levando uma forte queda e ficam com muita dor, tendo dificuldade de se levantar. Lucimar é a única que não cai diretamente pro chão por Leonardo ter a segurado. - Vamos correr daqui, eu sei que isso foi horrível, mas não podemos ser pegos! - diz Scott, tentando se levantar e chorando de dor. - Acho que eu vou morrer! - diz Gabriel, sem mal conseguir mexer o seu corpo. - Lucimar, corra e vá embora, não vamos conseguir nos levantar daqui! Foi uma queda de talvez uns trinta metros! - diz Scott. - Claro! - diz ela, correndo diretamente para a floresta. - Agora é o fim! - lamenta Patrick. - Você está certo! Não conseguimos! - diz Leonardo. Todos vêem seus sangues escorrendo pela grama. - Vamos morrer agora? - pergunta Gabriel triste e preocupado, assim como todos. - Sim, nós vamos morrer agora! - afirma Rogério, olhando para o céu tendo certeza de sua morte.


- Acho que posso dizer também, vamos morrer! - diz Róguine chorando. - O Controle não pode nos salvar agora? - pergunta Gabriel. - Não, garoto! Não tinha outro jeito, acabou! - diz ele. Segundos depois, Rogério olha deitado para seus amigos e vê todos desacordados. - Alguém acordado? - pergunta Rogério. Ninguém responde. Rogério vira pra cima, fecha os olhos e espera a sua morte. Rogério escuta a voz de Lara falando ''Pai''. Rogério abre os olhos e vê ela. - Calma, pai! Pelo menos você tentou! Pelo menos todos nós tentamos! - diz Lara como uma alucinação na mente de Rogério. - Filha! Estou com muita saudade de você! - diz ele. - Eu também sinto a sua falta, eu queria estar aqui, morrendo junto com vocês na última tentativa! - diz Lara. - Você não é real! - diz Rogério. - É claro que sou, eu já existi e estou sendo lembrada agora! - diz Lara. - Eu sempre lembrei de você, filha! Nunca vou te esquecer! Eu te amo, sei que não está aqui, mas vou te amar até o meu último segundo de vida! - afirma Rogério. - Eu também te amei até o meu último segundo, pai! - diz ela. - Eu sinto muito em não ter te protegido, em não ter evitado o que aconteceu! - diz Rogério. - Por favor, não se culpe! A culpa foi de quem fez eu morrer! - diz Lara. Lara mexe a sua mão nos cabelos de Rogério acariciando-o. Adeus, pai! - diz Lara. - Adeus, filha! - diz ele.



terça-feira, 25 de setembro de 2018

Especial 2 Anos de Missões!

ATENÇÃO! Esse post possui SPOILERS de Missões. Caso você não leu todos os episódios até o 94, então NÃO leia esse post. Caso contrário, haverá comprometimento na sua experiência de leitura da história em que os spoilers estragam a graça. Já foi avisado, então se você leu todos até o 94, parabéns! Então vamos a comemoração!




No dia 25 de setembro de 2016, estava eu, sentado em uma mesa, escrevendo o primeiríssimo episódio da maior e melhor história que eu já criei. O primeiro episódio foi postado em uma época em que as intenções de mim quanto a Missões eram outras. Eu não sabia até onde eu iria com essa história, mas eu tinha a certeza de que duraria pouco tempo e alguns poucos episódios. Na medida em que os episódios foram sendo postados, a história melhorou cada vez mais, saindo do drama familiar para chegar até o drama de ficção científica como é hoje. A expectativa inicial era que Missões seria uma história que tivesse no máximo 35 episódios, o que foi bem diferente. Hoje Missões tem mais de 90 episódios, com uma história muito extensa, cheia de personagens e um universo ainda para ser completamente explorado. Ainda que Missões não estava tendo público, foi por causa de um conselho paternal que eu decidi continuar a escrever Missões, o que me deu a ideia de expandir a história por mais de um ano. E hoje, como você sabe, a história atingiu dois anos de vida e ainda vai atingir mais do que isso. Um ano escrevendo uma história é normal, mas dois anos já é algo bem maior. 


Dois anos de aventura, dois anos com os mesmos personagens e dois anos de evolução! Sim, Missões é uma história que evoluiu muito com o tempo. No início a história poderia facilmente ser adaptada para uma novela, mas hoje pode ser adaptada pra uma série de alto orçamento! Você que é leitor de Missões e leu do primeiro episódio até o último que foi postado até o momento em que esse post foi publicado, você pode ter percebido toda essa evolução. Os primeiros cinquenta episódios tinham em média apenas próximo de 37 linhas, hoje tem mais de 110, com exceção de episódios bem longos como A Grande Ameaça (Episódio 54), As Grandes Batalhas (Episódio 67), Temor (Episódio 86) entre vários outros. Então, em clima dos dois anos atingidos, vou falar sobre os maiores momentos que ocorreram nessa história depois do episódio 72. São momentos que se destacam muito pela grande importância na história que deram pontos de virada para ela. Esses momentos fizeram com que a história chegasse a um ponto que chegou hoje, como os personagens estão agora. Não só os grandes momentos eu irei listar para você, nesse post eu apresento a vocês exatamente todo o tempo em que uma certa quantidade de episódios ocorreram, ou seja, a cronologia completa de Missões! 




OS MAIORES MOMENTOS (Após o Episódio 72: Ataque Arriscado)



1 - A origem de Missions e o porquê do planeta não ser conhecido pelos terráqueos.


Logo após o ataque ao hospital de Wind, todos se reúnem para Róguine explicar como Missions surgiu, ou melhor, o porquê de existirem humanos em Missions e a população da Terra não saber. Róguine explicou sobre a história de Victor Hudson para o grupo, o que surpreendeu a todos, já que não é normal descobrir que antes todo mundo que morava na Terra conhecia o planeta! Após explicar toda a origem, Róguine explica no Episódio 74: A Grande Verdade - Parte 2 sobre o que levou ao desconhecimento desse planeta. A partir daí, o mistério sobre Cavaleiro da Morte, que começou no Episódio 61, acabou. Soubemos quem exatamente é Cavaleiro da Morte e que ele é o culpado pelos desastres que aconteceram dos doze planetas da galáxia New World ficarem na pobreza por culpa do Socialismo, dos terráqueos não conhecerem a galáxia e  de bilhões de mortes acontecerem. E ele ainda matou o principal criador dos planetas, Victor Hudson, que era um amigo pessoal de Róguine.



2 - A chegada na comunidade e a tentativa de vingança de Wind.


Por sorte, Rogério e seu grupo acharam uma comunidade perfeita para viver. Após sentirem o valor do conhecimento da verdade que Róguine deu a eles, o grupo ao menos poderia ter seus momentos de paz. Poderia, mas não foi exatamente isso que aconteceu. Wind sequestrou Rogério, que tinha feito uma rápida saída da comunidade. Após isso, Wind avistou Lara e os outros de longe, eles entraram no caminhão dele e acabou começando uma perseguição mortal que poderia custar a vida deles. Eles tiveram sorte em pular para o outro lado de um rio com o caminhão e conseguiram sobreviver. Mas Wind acabou entrando na comunidade, esperando que o grupo chegasse lá para ele matá-los. Rogério acabou sendo resgatado e eles entraram discretamente na comunidade, o que acabou dando em um tiroteio. Lara deu o seu golpe final dando tiros em Wind, o que resultou em sua morte. August, líder da comunidade, viu os problemas em que a chegada do grupo de Rogério resultou.



3 - O treinamento de Róguine e a fuga da comunidade.


Para serem controladores, Róguine tinha que treinar o grupo de Rogério, só que não apenas pra isso, mas pra também eles tentarem lutar contra o exército de Cavaleiro da Morte um dia, e claro, para isso eles precisam ser muito mais poderosos do que já são. Róguine treinou-os bastante na comunidade. Mas os problemas não acabaram após o ataque de Wind. Rogério matou um amigo de August, que estava apontando a sua arma na cabeça de uma criança, pois ele tinha um problema mental. Isso acabou gerando uma comoção na população da comunidade, que não entendeu o lado de Rogério e quis que ele fosse expulso. Porém, como o grupo de Rogério não é fácil de se lidar em confusões, os homens da comunidade perseguiram-os, mas eles conseguiram fugir no final das contas e August, que defendeu o homem que poderia matar a menina, acabou perdoando Rogério, entendendo que ele o matar poderia ser necessário. Por culpa de August ficar contra Rogério, sua esposa morreu no tiroteio e no final do Episódio 83: A Fuga da Punição, o mesmo episódio em que Rogério e seu grupo tentam fugir, August morre a tiros por um homem que não gostou dele ter deixado Rogério e os seus amigos saírem da comunidade, fechando um dos melhores episódios de Missões.



4 - A continuação do treinamento e o grande poder de Lara.


O grupo pôde respirar um pouco depois do sufoco que teve na comunidade. Róguine, além de continuar com os treinos, enxergou mais ainda o potencial de Lara em ser uma grande e enorme controladora, até mais poderosa que ele. Não é a toa que o episódio 84 se chama '' Você é mais do que eu '' cuja fala do título é do próprio Róguine conversando com ela, porque Lara estava viva lá por um propósito, pois ela era a esperança da galáxia por ter potencial de igualar o seu poder com a de Cavaleiro da Morte. Róguine se surpreendeu mais ainda com Lara, enxergando-a como a maior heroína do grupo vendo ela se superar em momentos difíceis do treino. Porém, tudo isso mudaria pouco tempo depois.


5 - O fim da esperança.


Para ativar a força Eingaing Ohne, que é uma proteção poderosa que não deixa nada ou ninguém entrar ou sair do planeta Missions, eles precisaram ir até o país de Guiaxa para apertarem um botão. Todos foram juntos, já que a segurança para essa viagem longa fica maior quando mais pessoas vão. Eles fizeram essa viagem e conseguiram apertar o botão. Mas uma coisa misteriosa aconteceu, o desaparecimento de Melisse, Claudia e Lucimar. Todos procuraram bastante elas e acabaram se deparando com alguns homens armados, que foram os mesmos que capturaram elas. Em meio a um tiroteio com esses homens, Natalie acabou não sobrevivendo, tendo um fim trágico ao lado de Róguine, que não pôde fazer nada pra ajudar. Após isso, todos foram capturados pelos homens, e o maior vilão de Missões acabou entregando a sua identidade ao grupo: Cavaleiro da Morte. Ele fez um discurso Episódio 86: Temor e ameaçou a matar pelo menos três pessoas do grupo, violentando Róguine e Rogério. No episódio seguinte, você já sabe muito bem o que aconteceu, não é mesmo? O Episódio 87: Corações Partindo é disparado o mais chocante e triste que Missões já teve. Cavaleiro da Morte mostrou todo o seu poder e vilania matando boa parte dos personagens principais em que você, caro leitor, acompanhou desde o início.


Me diz aí, você jamais esperava que os acontecimentos do Episódio 87 iriam acontecer, é ou não é? Primeiro Cavaleiro da Morte não perdoou e matou um dos principais personagens e também um dos melhores que Missões já teve: Robert. Ele tentou no desespero fazer com que Cavaleiro da Morte não matasse ninguém. Mas primeiro ele mesmo foi eliminado pelo líder socialista. Depois a sua mãe, Melisse, protagonizando um dos momentos mais trágicos de Missões, acabou sofrendo um infarto de tanta dor que ela sentiu ao perder seu filho, e acabou morrendo também por tiro após o seu desmaio. Após isso, Lara quis começar uma luta pra acabar com tudo isso. Assim, ela começou uma luta que decidiria quem seriam as próximas vítimas. Você errou completamente se pensou que as vítimas seriam Lucimar, Cristiano ou Claudia, que são coadjuvantes. Você provavelmente nem imaginaria que logo Alberto, Tomas e Lara (Sim, essa grande garota) também fossem mortos. Alberto e Tomas eram uns dos personagens principais e fizeram muitos momentos grandes em Missões, mas não se comparam a Lara, que carregava uma importância maior e era a maior esperança do grupo e poderia no futuro bater de frente com Cavaleiro da Morte, mas isso nunca vai acontecer e perdemos a grande aluna do Controle e guerreira que foi a Lara, a maior perda de Missões foi a dela, já a segunda, terceira e outras maiores perdas veio dos outros que se foram no mesmo episódio alguns instantes antes. A luta foi um grande fracasso e era pra essa luta não ter acontecido para que menos mortes houvessem acontecido. Por enquanto eu acho que o melhor episódio de Missões é o 87, já que os heróis estiveram em seus maiores ápices de suspense, medo e ação. Sem dúvida alguma o Episódio Corações Partindo é uma espécie de Casamento Vermelho. Ao menos por enquanto ainda temos excelentes personagens vivos, como Rogério, Leonardo, Róguine, Scott, Gabriel e Patrick. E Cavaleiro da Morte é o maior e melhor vilão de Missões, é o único que tirou a vida de tantos grandes personagens.





A CRONOLOGIA DOS EPISÓDIOS 1 ATÉ O 94.



Mês e ano do início de Missões dentro da história: Final de setembro de 2016 (Episódio 1).



Momento da captura de Paolo por Lara do Episódio 6 até o momento da fuga de Lara no Episódio 15:

Início de outubro de 2016 - Metade de novembro de 2016.



Momento em que Lara acha Rogério e os outros no planeta Missions (Episódio 18):

Segunda metade de novembro de 2016.



Momento em que Paolo e Fraldete são levados a Missions pelos inventores (Episódio 22) até o momento da morte de Michael (Episódio 24):

Segunda metade de novembro de 2016 - Final de dezembro de 2016.



Momentos da saída de Rogério, Yuri e os outros da ilha para irem até a base Rosalva com o navio (Episódio 25) até eles serem capturados pelos inventores (Episódio 29):

Início de janeiro de 2017.



A chegada do grupo de Rogério na prisão do prédio de Paolo (Episódio 30) até a fuga deles de lá (Episódio 38):

Início de janeiro de 2017 - Final de janeiro de 2017.



A chegada do grupo de Rogério na selva de Jackson (Episódio 40) até o ataque de Paolo (Episódio 54):

Final de janeiro de 2017 - Segunda metade de agosto de 2017)



O ataque de Paolo (Episódio 54) até os eventos de Gabriel, Patrick, Scott e Cristiano em uma ilha (Episódios 55 e 56):

Segunda metade de agosto de 2017 - Final de novembro de 2017.



A fuga de Scott, Gabriel, Patrick e Cristiano na ilha (Episódio 56) até o descobrimento do hospital de Wind pelo grupo de Rogério:

Final de novembro de 2017 - Segunda metade de outubro de 2018.



Sequestro de Alberto e Renata (situado antes dos eventos dos episódios 60, mas secretamente) até o ataque do grupo de Rogério ao hospital de Wind (Episódio 72):

Segunda metade de outubro de 2018 - Final de outubro de 2018.



A verdade dita por Róguine (Episódios 73 e 74) e a chegada a comunidade (Episódio 75) até a fuga da comunidade (Episódio 83):

Início de novembro de 2018 - Metade de novembro de 2018



A chegada ao lugar de uma floresta onde tem um rio (Episódio 84) até a captura do grupo de Rogério pelos Soldados da Morte (Episódio 86):

Metade de novembro de 2018 - Segunda metade de março de 2019



A chegada do grupo a Saumurto (Episódio 88) até a fuga deles da prisão dos Soldados da Morte (Episódio 94):

Segunda metade de março de 2019 - Início de maio de 2019





Obrigado por ler esse post de comemorativa de 2 anos de Missões! Ainda tem mais o que contar nessa longa história. 2018 não será o último ano e mais episódios serão postados nesse ano. Então é isso, obrigado!




terça-feira, 31 de julho de 2018

Missões - Episódio 94: Risco

- Você parece estar alguns dias sem comer! - diz um guarda. - Eu não estou um ou dois, eu estou cinco dias com a barriga vazia bebendo pouca quantidade de água! - diz Gabriel dentro de sua cela. - Você vai ter que aguentar mais alguns dias, não temos como produzir comida por enquanto! - diz o guarda. - Como assim não tem como? Deve ter pelo menos uma árvore com frutas aqui perto! Eu fico vinte e quatro horas por dia preso sem fazer nada, nem a coisa mais simples que é nos dar comida vocês não dão! Eu te peço, por favor mesmo, que me dê alguma coisa, nem que seja algo estragado, eu apenas quero me alimentar! - pede Gabriel. - Cavaleiro da Morte sempre diz que prisioneiros nunca devem ser alimentados de boa forma! Isso é regra desde sempre! - afirma o guarda. - Então faça o seguinte, esquece essa regra horrorosa e ridícula e mande esse imbecil controlar a vida dele! - diz Gabriel com raiva. - Você não deve desrespeitar o rei dessa galáxia, você não sabe o que está fazendo, garoto! - diz o guarda. - Eu sei sim o que eu estou fazendo pra sua informação e você é um babaca igual a todos do exército dele que o defendem! Vocês, Soldados da Morte, não passam de miseráveis e covardes igual ao líder de vocês que é um psicopata! - diz Gabriel. - Eu não gostei das palavras que saíram da sua boca, isso ofende diretamente a mim e ao meu líder! Não importa a sua idade, você vai pagar o preço de cada palavra que você disse! irá aprender a não ser um rebelde! - diz o guarda. Assim, o guarda abre a porta da cela de Gabriel. Gabriel sai da cela e dá um forte soco do rosto do guarda. Na hora em que Gabriel tenta correr pra fugir, o guarda dá um chute nas costas de Gabriel, fazendo ele cair. Se agachando, o guarda leva um chute de Gabriel no rosto e logo após isso ele aponta a sua arma pra ele. - O seu sofrimento vai piorar por culpa da sua ousadia! - diz o guarda. - A minha ousadia é bonita, já a sua é tolice! - diz Gabriel. Rendido, Gabriel é preso pelo guarda por uma corrente e é levado até uma sala vazia. O guarda prende Gabriel em uma cadeira, junto com a corrente. Ele fecha a porta da sala. - O que você acha que eu devo fazer com você? - pergunta o guarda. - Já está de bom tamanho se me der um simples tapa na cara! - diz Gabriel. O guarda dá um tapa forte no rosto dele. - E aí? Está bastante satisfeito? Ou eu preciso fazer mais alguma coisa com você pra parar de abuso? - pergunta o guarda. - Por que me levou até aqui? Pra me dar um simples tapa? Só de ficar nessa cadeira já é uma tortura! - diz Gabriel. - Está tudo muito bem, garoto! Eu não vou fazer nada com você! De machucá-lo um tapa na cara já é o suficiente! - diz o guarda. - Então você não precisa me deixar aqui! - afirma Gabriel. - As coisas não são bem assim, saiba que o seu castigo não é esse! - diz o guarda. - Então... O que pretende fazer? - pergunta Gabriel. Esse guarda sai da sala, fecha a porta e deixa Gabriel sozinho, ainda preso por uma corrente em uma cadeira. - Ei! Volte aqui! Me diz qual vai ser o real castigo! - grita Gabriel. Quinze minutos depois, o mesmo guarda entra na sala com Patrick em uma cadeira de rodas preso também em uma corrente nela. - Por que você pegou ele? O que vai fazer com ele? - pergunta Gabriel. Fui perguntar onde ficam algumas pessoas do seu grupo, decidi pegar esse que é o segundo mais novo, tirando você é claro! - diz o guarda. - Ele não tem nada a ver com o que eu fiz, fui eu que fiz aquilo e não ele! Se tem alguém que você deve machucar sou eu! - diz Gabriel. - As consequências dos atos de uma pessoa também fere as outras de vez em quando! Com ele se ferindo, automaticamente você também vai se ferir, só que emocionalmente! Ou seja, ou vou ferir os dois! - afirma o guarda. - Você vai tirar a vida dele? Me fale o que vai fazer com ele, vai, agora! - pede Gabriel.


 - Não vai ser nada demais, apenas um forte choque que vai atravessar o corpo inteiro dele ha ha! - afirma e ri o guarda. - Não, não! Pare com o que você está fazendo! Eu te imploro, deixe ele em paz! - clama Gabriel. - Então você quer receber o choque no lugar dele? É isso mesmo que eu estou entendendo, garoto? Você quer morrer no lugar dele? Acho que sim! - diz o guarda. Gabriel fica calado, olhando no fundo dos olhos deles com fúria e tristeza. - Está tudo bem! Não é você, Gabriel! Sou eu! - diz Patrick. - Não! Pare com isso, desista! Não! - diz Gabriel lacrimejando, com um grande arrependimento e tristeza. O guarda coloca uma pequena máquina de choque e coloca encima da cabeça de Patrick. - Agora sim! - diz o guarda. A máquina de choque começa a funcionar e Patrick começa a ter uma grande e enorme dor em todo o seu corpo. Gabriel, não querendo ver o seu primo morrer, fecha os olhos e chora, ouvindo os altos gritos de Patrick. Gabriel acaba tendo um enorme peso no peito. Os gritos de Patrick acabam e Gabriel abre os olhos. - Ele terminou de ser eletrocutado, não está mais vivo! - diz o guarda. Gabriel fica surpreso e fica de luto por ele. - Vou deixar você preso aqui sozinho, olhando pra seu amigo morto! Talvez você não sabia que as coisas aqui dentro são rígidas! Essa foi uma boa forma de você aprender a entrar na linha! - diz o guarda. Ele sai da sala e tranca a porta. Dois minutos depois, Gabriel vê as mãos de Patrick se mexendo. - Patrick? - diz Gabriel com dúvida. Patrick abre os olhos. - Você está vivo! - fica surpreso Gabriel. - Eu me fingi estar morto, era o único jeito de eu sobreviver! - diz Patrick. - Meu Deus, você fingiu muito bem! Tomei um susto muito grande! - afirma Gabriel. - Eu sobrevivi, mas eu ainda estou com muita dor, eu cheguei perto de morrer! - diz Patrick. - Você teve sorte! Acho que eu não sobreviveria! - diz Gabriel. - Eu queria desmaiar nesse momento, eu não aguento mais essa dor! - reclama Patrick. - Desculpe por isso, a culpa foi minha! Eu fui um completo idiota em não medir as minhas palavras quando eu estava com raiva! - diz Gabriel. - Talvez isso tinha que acontecer! - diz Patrick. - Por que você acha isso? - pergunta Gabriel. - Eu não vou te responder agora, eu vou ver se consigo fazer com que a minha afirmação seja certa! - diz Patrick. - O que você pensa em fazer? - pergunta Gabriel. Patrick, com a máquina de choque na cabeça, tenta fazer com que ela caia em suas mãos, que estão presas. Assim, abaixando a cabeça para frente, ele consegue. - Ah, claro! Já entendi o que você quer fazer! - afirma Gabriel. Após isso, Patrick segura a pequena máquina de choque com as mãos e tenta fazer com que ela tenha contato com a corrente. - Você tem que ligá-la, senão não vai conseguir se soltar! - diz Gabriel. - Primeiro eu vejo se consigo fazer com que a máquina fique encostado na corrente, depois eu tento ligar ela! - diz Patrick. Ele consegue fazer com que a máquina se encoste na corrente e tenta virar um pouco a máquina pra conseguir apertar o botão de ligar. Ele vira a máquina, consegue apertar o botão de ligar e o choque atinge a corrente. - Genial! Mas acho muito arriscado nós tentarmos fugir, acho que não vai dar certo! - diz Gabriel. - Mas temos que nos arriscar, ficar nesse lugar pra sempre é um pesadelo! É melhor morrer tentando do que morrer aqui! - diz Patrick. - Mas na hora que formos capturados, vamos implorar pela nossa vida! - diz Gabriel. - Nós não merecemos o que estamos passando, por isso temos que lutar pelo o que a gente merece! - diz Patrick.


 Com o forte choque atingindo a corrente, uma parte dela de desfaz. - Ótimo, estou quase conseguindo! - diz Patrick. - Vá rápido, a qualquer momento alguém pode entrar nessa sala! - diz Gabriel. Patrick consegue tirar uma parte da corrente de si e espera outras partes dela se desfazerem. - Você resistiu uma coisa que a corrente não está resistindo? - pergunta Gabriel. - Eu aumentei o nível do choque apertando alguns botões, o nível que me atingiu é bem mais baixo! - diz Patrick. Assim, muitas outras partes da corrente também se desfazem, fazendo Patrick conseguir se soltar dela e sair da cadeira de rodas. - Agora vem e me solte, rápido! - pede Gabriel desesperado. Patrick encosta a máquina na corrente em que Gabriel está preso e após dois minutos, a maioria das partes da corrente se desfazem e Gabriel se solta. - Não vamos falar mais nada, vamos prestar atenção pra que não sejamos pegos! O que nós vamos fazer é de um risco muito grande de falharmos, vamos agir com perfeição na fuga! - alerta Patrick. - Temos que tentar soltar os outros também! - afirma Gabriel. - Sim, nós vamos fazer isso, agora vamos logo! - diz Patrick. Gabriel tenta abrir a porta, mas está trancada. Patrick usa a máquina de choque pra furar boa parte da porta. Furando a porta, os dois caminham no corredor com atenção. - Vamos usar isso como arma! - diz Patrick no ouvido dele. - Ótimo! - diz Gabriel. Um guarda atravessa uma porta para entrar no corredor onde os dois estão e encontra-os, apontando a sua arma pra eles. - Quem vocês pensam que são pra estarem fora de onde vocês deveriam estar? - pergunta o guarda. Chegando perto dos dois, Patrick não perde tempo e encosta a máquina ligada na boca dele e o choque atinge as gengivas, o dente e a garganta do guarda. Ele acaba desmaiando na hora, sendo vítima da rapidez de Patrick. Gabriel pega duas armas do bolso dele e algumas chaves, coloca as chaves no bolso e segura as munições. Os dois continuam andando no corredor onde apenas possui salas vazias e ao atravessarem uma porta que dá entrada para um outro corredor, eles chegam em um onde apenas possui prisioneiros. Nesse corredor, os dois acham Róguine preso em uma cela. - Como vocês conseguiram vir pra cá? - pergunta Róguine surpreso. - Não temos tempo pra conversar, a nossa fuga tem que ser rápida e ágil! - diz Patrick. Gabriel pega as chaves do bolso e destranca a cela de Róguine. Com ele saindo da cela, Patrick e Gabriel logo caminham para outro corredor. - Ei, esperem! - pede Róguine. Gabriel e Patrick chegam perto dele. - Soltem outros prisioneiros também, caso muitos nos acharem nós vamos ter defesa! - afirma Róguine. - Boa ideia! Gabriel, solte todos desse corredor, mas faça isso em menos de dois minutos! - pede Patrick. Com rapidez, Gabriel destranca todas as celas e manda todos saírem delas. Com todos saindo, Patrick, Gabriel, Róguine e os prisioneiros atravessam uma porta para outro corredor. Nesse corredor, Gabriel mais uma vez solta todos os prisioneiros dele em apenas dois minutos, também soltando o seu pai Cristiano. Mais uma vez, todos atravessam para outro corredor, Gabriel solta todos os prisioneiros dele e encontra a sua mãe Claudia nele. No outro corredor, que é o último da prisão, todos vêem que está vazio. Mas caminhando por ele, achando que existe uma outra entrada pra outro corredor, encontram Rogério e Scott em celas juntas. - Como assim? - pergunta Scott surpreso. Gabriel solta os dois das celas e eles trocam abraços. - Eu nem sei o que dizer, como vocês conseguiram chegar até aqui? - pergunta Rogério. - Não podemos perder tempo conversando, temos que tentar soltar os outros! - afirma Róguine. - Sim, está faltando Leonardo, Lucimar e Maria Clara! - diz Scott.


 - Eu não sei se é uma boa ideia nós tentarmos soltar eles! Cada vez que atravessarmos os corredores, mais são as chances da nossa chance de fugir diminuir muito! - diz Patrick. - Mas o único jeito de fugirmos está em irmos até a entrada da prisão! Temos que lutar contra os guardas pra que possamos fugir, aqui não tem janela! - diz Rogério. - Nós apenas temos duas armas, é simplesmente muito difícil lutar contra eles com duas armas apenas! Eles têm muito mais que isso! - afirma Cristiano. - Cavaleiro da Morte fez nós ficarmos fracos com nossos poderes o que dificulta muito a nossa vitória da fuga! Temos poucas chances contra eles e ainda temos a filha pequena de Cristiano que estaria em total falta de segurança no meio de uma luta! Não sei como vamos conseguir ter sucesso! - diz Rogério. - Ou seja, não tem como nós fugirmos? - pergunta Scott. - Infelizmente não! - afirma Rogério. - Tem como nós fugirmos sim! Eu tenho uma ideia! - diz Róguine. - O que você tem em mente? - pergunta Patrick. - Nós vamos usar as únicas armas que nós temos pra atirarmos na parede desse corredor pra destruí-la! Não só vamos usar essas armas, vamos também usar os poderes! Todos aqui que possuem poderes vão usá-los pra essa parede se destruir pra vermos se a gente consegue ter uma saída! - diz Róguine. - Mas e Leonardo, Lucimar e Maria Clara? Vamos deixar eles presos aqui? - pergunta Scott. - Se conseguirmos fugir desse lugar, depois nós nos preparamos pra atacar aqui mais uma vez pra levarmos eles! É mais difícil nós fazermos isso agora quando a qualquer momento pode aparacer um guarda! - diz Róguine. - Então vamos fazer isso agora e acreditar na nossa liberdade! Não podemos mais perder tempo, como Róguine disse, a qualquer momento pode aparecer um guarda! Todos que possuem pelo menos um pouco de seus poderes, comecem a jogá-los contra a parede agora! - diz Rogério. Assim, todos os prisioneiros com poderes, mesmo sendo na maioria não muito fortes neles, jogam rapidamente seus poderes contra a parede. Gabriel e Patrick começam a atirar na parede sem parar. Róguine faz contato com o Controle e pede a ele que reforce muito os seus poderes para que a parede seja demolida. O Controle atende ao pedido de Róguine e assim, ele joga o poder do furacão com muita força na parede. Com isso, algumas partes da parede são destruídas. - Estamos indo bem, continuem assim! - diz Rogério. Alguns guardas ouvem os barulhos de poderes e tiros dados na parte debaixo da prisão. - Vamos ver o que está acontecendo, parece ser muito sério! - diz um guarda para alguns outros. - Gabriel, dê pro Scott a arma pra ele atirar no lugar de você e tranque a porta do corredor, rápido! - pede Patrick. Gabriel dá a arma pra Scott e pegando as chaves, tranca a porta com rapidez. - Continuem jogando os poderes com muita mais força! Deem o limite da força de todos vocês! - alerta Róguine. Todos os guardas Soldados da Morte começam a vasculhar a prisão pra saberem o que está acontecendo. Após minutos de tentativa de quebrar a parede, depois de muito esforço, uma grande parte da parede se quebra, fazendo com que todos consigam ter contato com o ar livre. Olhando para baixo na parte de fora, todos vêem que tem um telhado a poucos metros abaixo de onde estão. - Vamos pular agora, não temos tempo! - diz Rogério. Scott, Rogério, Róguine, Gabriel, Patrick, Cristiano, Claudia e todos os outros prisioneiros se jogam do corredor para o enorme telhado. Com todos chegando ao telhado, todos tentam pensar em um jeito de descerem dele, já que não há outros telhados abaixo do que eles estão. - Agora nós vamos entrar nessa árvore que está perto de nós, descer dela e sair de vez de perto dessa prisão! Vamos! - diz Rogério. Sem barulhos, todos sobem na grande árvore que fica perto deles e começam a descer dela discretamente e completamente escondidos pra que não sejam vistos. Todos os guardas Soldados da Morte estranham o fim dos barulhos e continuam vasculhando rapidamente toda a prisão. Poucos minutos depois, Rogério e todos os outros terminam de descer da árvore e correm para a floresta que fica logo em frente a prisão. Entrando na floresta, todos continuam correndo na mais rapidez possível. Depois de vários minutos correndo, eles acham uma pequena caverna e entram nela. Chegando no fim da caverna, um prisioneiro faz uma fogueira e todos comemoram pela fuga. - Eu nem pensei que poderíamos fazer isso, é a primeira conquista que tivemos depois das coisas ruins que aconteceram! - diz Scott. - Mas elas não vão se apagar, nada que aconteça vai mudar o que ocorreu! - diz Rogério. - Você tem toda a razão! Mas agora demos um passo a frente! - diz Róguine. - Vamos tentar fazer de tudo pra que possamos dar muito mais! - diz Rogério. Os Soldados da Morte entram no último corredor da prisão e veem a parede destruída.